UPORTUGAL Aprova Plano de Atividades para 2026

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8 Junho, 2026

A UPortugal nasceu da convicção de que a democracia, o humanismo e o progresso exigem uma participação cívica ativa, exigente e informada. Num tempo marcado por transformações aceleradas, desigualdades persistentes e novos riscos para as instituições democráticas, torna-se indispensável criar espaços de reflexão, diálogo e propostas que transcendam lógicas partidárias e valorizem o bem comum. A Associação pretende afirmar-se como um centro de ideias e de intervenção cívica, comprometido com a dignidade da pessoa humana, a justiça social, a igualdade de oportunidades e a profundidade do debate público.

A mudança nos órgãos sociais não altera o propósito da UPortugal: o de ser um movimento cívico não partidário, um ponto de encontro entre reflexão informada, intervenção pública e mobilização coletiva. Não é um partido nem pretende sê-lo, não é uma mera plataforma de debates ou apenas um think tank académico fechado em si mesmo: é uma iniciativa aberta que produz conhecimento aplicado, influencia a agenda pública sem alinhamentos partidários e capacita cidadãos para uma participação mais exigente e consciente, dedicada à defesa e promoção da democracia, do humanismo e do progresso.

Numa conjuntura marcada por incertezas, por novos riscos para as instituições democráticas e por profundas mutações tecnológicas, económicas e sociais, a UPortugal propõe-se contribuir para um debate público mais qualificado, exigente e informado. Nesse sentido, a nova direção aprovou, em Assembleia Geral extraordinária, realizada a 9 de junho de 2026, o Plano de Atividades para o ano de 2026 (pode consultar o documento na íntegra em Documentos), que visa organizar essa ambição em eixos, objetivos e ações concretas, articulando reflexão, proposta e intervenção cívica.

O Plano define as prioridades, objetivos e ações concretas com que a UPortugal assume o seu compromisso perante a comunidade. Estruturado em eixos temáticos que cruzam a qualidade da democracia, os direitos humanos, a inovação e o futuro do trabalho e do desenvolvimento, o plano procura conjugar pensamento e ação, reflexão e mobilização. Através de conferências internacionais, programas de formação, iniciativas de investigação e publicações digitais, a UPortugal quer contribuir para uma cidadania mais consciente, uma esfera pública mais qualificada e um país mais preparado para enfrentar, com confiança, os desafios do futuro.

O objetivo final é estruturar o Movimento para que, a quatro anos, possa estar em condições de ter uma atividade anual compatível com a visão expressa por esse documento, indo progressivamente implementando cada uma das ações concretas que dele constam.

A visão 2030 do Movimento UPortugal assenta em quatro eixos fundamentais, que estruturam a intervenção da associação e orientam o conjunto das iniciativas a desenvolver. Cada eixo traduz uma dimensão essencial da sua missão: a qualidade da democracia, dos media e das instituições, o humanismo e os direitos, o progresso e o futuro, e a consolidação de uma comunidade ativa e participada. A partir destes eixos, garante‑se coerência estratégica, clareza de prioridades e capacidade de mobilização.

O exercício destes dois anos de mandato centra-se em quatro eixos fundamentais:

  1. Democracia, media e qualidade das instituições
  2. Humanismo, direitos e inclusão
  3. Progresso, inovação e futuro
  4. Comunidade UPortugal

Para cada eixo, o plano de atividades liga missão, objetivos, ações e recursos, de acordo com boas práticas de planeamento estratégico associativo. As ações âncora constituem o núcleo visível da atividade da UPortugal traduzindo na prática os objetivos estratégicos definidos. São iniciativas estruturantes, de carácter regular, com impacto externo e capacidade de gerar conhecimento, redes e participação cívica. Conferências, debates, investigação aplicada, publicações e programas de formação compõem um portefólio de atividades que combina profundidade, continuidade e abertura à sociedade.

Comunidade UPortugal

A UPortugal não limita a sua atuação ao território nacional e quer estar juntos dos portugueses da diáspora, ouvindo as suas preocupações e endereçando os seus desafios. A intenção é criar uma rede internacional, uma comunidade de pessoas ligadas por preocupações comuns e disponíveis para agir em conjunto.

A construção de uma rede ativa, que inclua membros em Portugal e na diáspora, e o estabelecimento de parcerias nacionais e internacionais permitem ampliar o impacto das iniciativas, partilhar recursos e participar em projetos colaborativos. Esta dimensão relacional e em rede é decisiva para que a associação seja relevante, influente e duradoura.