NOTA DE IMPRENSA: UPortugal lança Conferência Internacional sobre “DemocracIA, Media e Futuro”

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11 Junho, 2026

Associação cívica com novos órgãos sociais

O Movimento UPortugal vai organizar, em outubro de 2026, a Lisbon UPortugal International Conference 2026, a primeira iniciativa da Associação Cívica, que pretende reunir académicos, decisores políticos, especialistas, profissionais, investigadores e representantes do setor privado para debater os principais desafios da democracia, dos media e do futuro em Portugal e na Europa.

Dedicada ao tema “DemocracIA: Media e Futuro”, o evento vai ter a duração de uma tarde e funcionar em regime híbrido (presencial, em Lisboa, em local a anunciar, e com transmissão online) e tem como público-Alvo académicos, profissionais dos media, estudantes, decisores políticos e empresas.

O evento está estruturado em painéis temáticos, keynote speakers, mesas-redondas e momentos de networking, promovendo uma abordagem multidisciplinar sobre os temas a abordar, dos quais se destacam a situação atual da comunicação social, a desinformação, a inteligência artificial e a sua regulação. O programa completo do evento será divulgado em breve bem como a forma de inscrição e participação.

 

UPortugal com novos órgãos sociais

Criado em Janeiro de 2025, o Movimento UPortugal (associação cívica) nasceu da vontade de um grupo de membros fundadores, encabeçado por António José Seguro, de contribuir para o reforço da participação democrática de todos os cidadãos residentes em Portugal e da comunidade emigrante portuguesa – sempre numa lógica positiva e construtiva que põe o país em primeiro lugar.

A ideia é, também, promover o debate de ideias sobre os nossos desafios, no quadro nacional e europeu, e apontar caminhos para uma sociedade justa, livre e progressista. O Movimento UPortugal afirma-se, igualmente, como uma plataforma aberta à participação de pessoas de várias correntes de pensamento, no respeito pela diversidade e afirmação de uma postura cívica e construtiva.

Em março de 2026, a direção da UPortugal sofreu alterações, em função da saída do seu presidente e membro fundador, António José Seguro, que, em face da sua tomada de posse como Presidente da República portuguesa, abdicou de todos os cargos que exercia anteriormente.

A Assembleia Geral do UPortugal reuniu a 26 de março de 2026, para eleger os novos órgãos sociais, com a liderança da Associação a ser agora encabeçada por Paulo Lopes Silva. Da restante equipa, continuam a fazer parte os membros fundadores Ana Cláudia Oliveira, Marta Ramires (vice-presidentes) e Cândida Bernardo, a que se juntaram Filipe Ribeiro (Tesoureiro), Luís Vilar e Margarida Mota.

A Mesa da Assembleia Geral é agora presidida por Carlos Zorrinho (que substitui Sónia Sénica) e os membros do Conselho Fiscal mantêm-se, com Óscar Gaspar como presidente. Todos os nomes da equipa podem ser consultados no site da UPortugal, tal como os estatutos da UPortugal, que também sofreram alterações (aprovados em Assembleia Geral a 9 de junho).

 

Rumo e Estratégia: Plano de Atividades para 2026

A UPortugal nasceu da convicção de que a democracia, o humanismo e o progresso exigem uma participação cívica ativa, exigente e informada. Num tempo marcado por transformações aceleradas, desigualdades persistentes e novos riscos para as instituições democráticas, torna-se indispensável criar espaços de reflexão, diálogo e propostas que transcendam lógicas partidárias e valorizem o bem comum. A Associação pretende afirmar-se como um centro de ideias e de intervenção cívica, comprometido com a dignidade da pessoa humana, a justiça social, a igualdade de oportunidades e a profundidade do debate público.

A mudança nos órgãos sociais não altera o propósito da UPortugal: o de ser um movimento cívico não partidário, um ponto de encontro entre reflexão informada, intervenção pública e mobilização coletiva. Não é um partido nem pretende sê-lo, não é uma mera plataforma de debates ou apenas um think tank académico fechado em si mesmo: é uma iniciativa aberta que produz conhecimento aplicado, influencia a agenda pública sem alinhamentos partidários e capacita cidadãos para uma participação mais exigente e consciente, dedicada à defesa e promoção da democracia, do humanismo e do progresso.

Numa conjuntura marcada por incertezas, por novos riscos para as instituições democráticas e por profundas mutações tecnológicas, económicas e sociais, a UPortugal propõe-se contribuir para um debate público mais qualificado, exigente e informado. Nesse sentido, a nova direção aprovou, em Assembleia Geral extraordinária, realizada a 9 de junho de 2026, o Plano de Atividades para o ano de 2026, que visa organizar essa ambição em eixos, objetivos e ações concretas, articulando reflexão, proposta e intervenção cívica.

O Plano define as prioridades, objetivos e ações concretas com que a UPortugal assume o seu compromisso perante a comunidade. Estruturado em eixos temáticos que cruzam a qualidade da democracia, os direitos humanos, a inovação e o futuro do trabalho e do desenvolvimento, o plano procura conjugar pensamento e ação, reflexão e mobilização. Através de conferências internacionais, programas de formação, iniciativas de investigação e publicações digitais, a UPortugal quer contribuir para uma cidadania mais consciente, uma esfera pública mais qualificada e um país mais preparado para enfrentar, com confiança, os desafios do futuro.

O objetivo final é estruturar o Movimento para que, a quatro anos, possa estar em condições de ter uma atividade anual compatível com a visão expressa por esse documento, indo progressivamente implementando cada uma das ações concretas que dele constam.

A visão 2030 do Movimento UPortugal assenta em quatro eixos fundamentais, que estruturam a intervenção da Associação e orientam o conjunto das iniciativas a desenvolver. Cada eixo traduz uma dimensão essencial da sua missão: a qualidade da democracia, dos media e das instituições, o humanismo e os direitos, o progresso e o futuro, e a consolidação de uma comunidade ativa e participada. A partir destes eixos, garante‑se coerência estratégica, clareza de prioridades e capacidade de mobilização.

O exercício destes dois anos de mandato centra-se em quatro eixos fundamentais:

  1. Democracia, media e qualidade das instituições
  2. Humanismo, direitos e inclusão
  3. Progresso, inovação e futuro
  4. Comunidade UPortugal

 

Para cada eixo, o plano de atividades liga missão, objetivos, ações e recursos, de acordo com boas práticas de planeamento estratégico associativo. As ações âncora constituem o núcleo visível da atividade da UPortugal traduzindo na prática os objetivos estratégicos definidos. São iniciativas estruturantes, de carácter regular, com impacto externo e capacidade de gerar conhecimento, redes e participação cívica. Conferências, debates, investigação aplicada, publicações e programas de formação compõem um portefólio de atividades que combina profundidade, continuidade e abertura à sociedade.

 

Comunidade UPortugal

A UPortugal não limita a sua atuação ao território nacional e quer estar juntos dos portugueses da diáspora, ouvindo as suas preocupações e endereçando os seus desafios. A intenção é criar uma rede internacional, uma comunidade de pessoas ligadas por preocupações comuns e disponíveis para agir em conjunto.

A construção de uma rede ativa, que inclua membros em Portugal e na diáspora, e o estabelecimento de parcerias nacionais e internacionais permitem ampliar o impacto das iniciativas, partilhar recursos e participar em projetos colaborativos. Esta dimensão relacional e em rede é decisiva para que a Associação seja relevante, influente e duradoura.